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Ninguém pode congelar o que está no meu coração

Blossom Larynoh A autora mora na Califórnia, EUA

Blossom era uma jovem em Gana quando o governo proibiu as reuniões da Igreja Mórmon.

Quando a Igreja chegou a Gana em 1978, o governo não compreendia bem a Igreja e suas práticas. Isso levou a uma série de boatos. Assim como a Igreja cresceu nos dez anos seguintes, os boatos também se intensificaram. Lembro-me de ouvir as pessoas dizerem que os Estados Unidos estavam mandando homens para espionar nosso governo. Isso, com toda a literatura antimórmon em circulação, fez com que o governo ficasse muito desconfiado.

O congelamento em Gana

Em 14 de junho de 1989, o governo de Gana baniu A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Todos os edifícios da Igreja foram fechados, mas os 6 mil membros tiveram permissão de fazer as reuniões em casa. Em 29 de novembro de 1990, o governo suspendeu a proibição e permitiu que a Igreja retomasse todas as atividades. Atualmente há mais de 72 mil membros em Gana, um centro de treinamento missionário e um templo.

O congelamento

Em 14 de junho de 1989, o governo fechou todos os edifícios da Igreja, mandou os missionários para casa e proibiu todas as atividades oficiais da Igreja. Chamamos isso de “o congelamento”. Como eu só tinha 18 anos na época, tudo o que eu sabia era que um dia anunciaram que não poderíamos mais ir à igreja. Colocaram até guardas nos edifícios da Igreja para garantir que ninguém entrasse.

Como não podíamos mais nos reunir nas capelas, conseguimos permissão dos líderes da Igreja para fazer as reuniões sacramentais em casa. Quem não tivesse um portador do sacerdócio era incentivado a ir a uma casa onde houvesse um. Foi uma época confusa, mas ao mesmo tempo muito especial. Prestávamos nosso testemunho, e isso nos aproximou.

Como você ainda diz que é mórmon?

Certa vez, durante o congelamento, tive de sair de casa para frequentar uma escola em regime de internato. Quando cheguei lá, um dos professores ficou sabendo que eu era membro da Igreja. Por causa disso, ele me chamou num canto e começou a falar mal da Igreja para mim. Ele fez tantas críticas ásperas! Muitas vezes me perguntava: “Por que ele me disse aquelas coisas? Acredito nos ensinamentos do evangelho, mas continuo sendo uma pessoa”.

Certo dia, ele me perguntou como é que eu ainda dizia que era mórmon. Eu não tinha ficado sabendo sobre o congelamento? Na nossa cultura, não confrontamos os mais velhos. Por isso, como ele era professor, eu não deveria rebater suas palavras. Mas, naquele momento, percebi que eu realmente tinha um testemunho. Não sei como estas palavras saíram da minha boca, mas o Espírito estava comigo, e criei coragem e disse: “A Igreja está no meu coração. E ninguém pode congelar o que está no meu coração”.

Depois disso, ele parou de me importunar.

Em novembro de 1990, o governo acabou com o congelamento e disse que os membros da Igreja estavam livres para adorar a Deus novamente. Não tínhamos rádios ou televisão na escola, por isso só fiquei sabendo da novidade porque aquele professor ouviu a notícia e imediatamente mandou me chamar. Quando me viu, anunciou: “As proibições feitas à sua Igreja foram suspensas! Você pode ir à igreja novamente!” Ele estava feliz por mim.

Ninguém pode congelar o que está no seu coração

Os que permaneceram na Igreja e adoraram juntos durante o congelamento criaram fortes laços de amizade. Nós nos tornamos irmãos de verdade. Até hoje, mesmo tendo cada um seguido seu caminho, se acontece alguma coisa com um de nós, todos ficam sabendo. Sentimos que somos pioneiros.

Gosto de dizer às pessoas que, se você sabe no que acredita e se tem testemunho de suas crenças, mesmo que haja provações, sua fé não precisa ser abalada. Se você sabe que algo é verdadeiro e acredita naquilo, ninguém pode tirar isso de você. Ninguém pode congelar o que está no seu coração!

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Já houve uma ocasião em que você defendeu o que sentia em seu coração mesmo tendo sido difícil? Compartilhe sua experiência abaixo.

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